3 de jul de 2010

RESSONÂNCIA: RATO DENTRO DA COBRA

Cientistas usam alta tecnologia para ver interior de cobra digerindo rato

Pesquisadores da Dinamarca fazem imagens dentro de píton anestesiada para compreender processo de digestão.


Cobra píton birmanesa de 5 kg foi anestesiada para

tomografia computadorizada uma hora depois de ter

devorado um rato inteiro


Cientistas da Dinamarca mostraram pela primeira vez, por meio de exames de alta tecnologia, o interior de uma cobra enquanto ela realizava a digestão completa de um rato, como parte de um projeto de exploração da anatomia animal.



Os pesquisadores da Universidade de Aarthus, na Dinamarca, usaram a técnica de tomografia computadorizada em uma cobra píton birmanesa de 5 kg. Ela foi anestesiada para o exame uma hora depois de ter devorado um rato inteiro.



Os cientistas também usaram ressonância magnética para estudar os órgãos da píton enquanto ela digeria o rato.
Com agentes contrastantes, os pesquisadores conseguiram destacar órgãos específicos, em cores diferentes.



Cobra levou 132 horas para digerir rato
A ressonância mostrou o lento desaparecimento do corpo do rato. Ao mesmo tempo, o intestino da cobra se expandiu, a vesícula biliar encolheu e o coração aumentou de volume em 25%.



Para os pesquisadores, o aumento no volume do coração da cobra provavelmente está ligado à energia que a píton precisa para digerir o rato.



Longa digestão

No total, a cobra precisou de 132 horas para digerir completamente o rato.



"Este é um predador que 'senta e espera'", disse Henrik Lauridsen, do Departamento de Zoofisiologia da Universidade de Aarthus. "Jejua por meses e então come uma grande refeição."



"Cobras como a examinada podem comer o equivalente a até 50% de seu próprio peso e, para conseguir tirar a energia do alimento, precisam recomeçar o sistema intestinal muito rápido", afirmou.



Para os pesquisadores, o uso de tomografia e ressonância é mais vantajoso do que a dissecação.
Os exames mantêm o animal vivo e os órgãos podem mudar, diminuir de tamanho, depois de sua morte.



"Podemos fazer as análises usando animais vivos e rever os resultados muitas vezes", disse outro pesquisador que participou do estudo, Kasper Hansen.



Os cientistas dinamarqueses já produziram imagens parecidas de outros animais, incluindo sapos, crocodilos e tartarugas.



O estudo com as imagens da cobra píton foi apresentado na Reunião Anual da Sociedade de Biologia Experimental, em Praga.



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